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O ELEITOR E A EXPIAÇÃO COLETIVA

Itamargarethe Corrêa Lima* – Jornalista, radialista e advogada. Pós-graduada em Direito Tributário, Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduanda em Direito Civil, Processo Civil e Docência do Ensino Superior.


Expiação é uma palavra pouco utilizada no cotidiano e, justamente por isso, muitas vezes mal compreendida. Em seu sentido mais amplo, representa as consequências naturais dos atos humanos. Não significa, necessariamente, castigo.

Apenas quer dizer que toda escolha produz efeitos e que ninguém consegue escapar completamente deles. Quando essas consequências deixam de atingir apenas um indivíduo e passam a alcançar toda a sociedade, surge aquilo que pode ser compreendido como expiação coletiva.

Antes de adentrarmos no assunto que será abordado, é importante ressaltar que a inspiração para esta reflexão nasceu durante uma conversa com Eurípedes Barsanulfo (1880–1918), médico, educador, jornalista, escritor e um dos mais respeitados pensadores espíritas brasileiros. Contudo, cabe um esclarecimento para que essa afirmação não cause estranheza.

Sim, sou espírita, e foi em um desses encontros com o mundo espiritual que surgiu tal reflexão. Eurípedes dedicou sua vida ao exercício da medicina, ensino e amparo dos mais necessitados, deixando um legado marcado pela responsabilidade moral e compreensão de que toda ação humana produz consequências inevitáveis.

Às vésperas de mais um processo eleitoral, essa ideia revelou-se extraordinariamente atual. Não porque este artigo pretenda discutir opção religiosa, no entanto porque a política talvez seja o espaço onde uma sociedade mais claramente experimenta os efeitos das próprias escolhas.

Cada voto ou omissão ajuda a construir o país que existirá nos anos seguintes. É sob essa perspectiva que a expressão expiação coletiva será repetidamente utilizada, tendo como foco uma leitura política e social da realidade brasileira.

A pobreza persistente, corrupção sistêmica, violência crescente, desigualdade social e o enfraquecimento das instituições raramente são acontecimentos isolados. São, em grande medida, o resultado acumulado de decisões políticas e, antes delas, das escolhas feitas por aqueles que conferem poder aos governantes.

A sociedade inteira paga pelas escolhas feitas e também pelas negligenciadas. Uns sofrem com a ausência de serviços públicos essenciais, enquanto outros convivem com o aumento da insegurança, o enfraquecimento da economia ou a perda da confiança nas instituições.

Em intensidades diferentes, ninguém permanece completamente imune. Isso é o que chamamos, como em outrora, expiação coletiva. O preço social das decisões individuais quando projetadas sobre o destino comum.

O eleitor brasileiro, em parcela significativa, ainda vota movido por interesses imediatos. Pouco importa o projeto de sociedade, capacidade administrativa ou visão de futuro do candidato. A decisão costuma ser influenciada pela promessa de um favor, identificação emocional, gratidão pessoal ou expectativa de obtenção de alguma vantagem.

A pergunta que frequentemente orienta o voto não é qual candidato governará melhor para todos e, sim, qual poderá resolver um problema particular, seja um emprego, consulta médica, indicação, ajuda financeira ou qualquer outro benefício individual. O horizonte limita-se ao presente, fazendo com que o coletivo desapareça diante da necessidade imediata.

Essa lógica não nasceu agora. O Brasil desenvolveu-se sob uma profunda cultura do favor e do clientelismo. Durante décadas, consolidou-se a ideia de que o bom político é aquele que resolve problemas particulares, ainda que fracasse completamente na administração da coisa pública. O bem comum tornou-se secundário, e o benefício privado passou a ocupar o centro das relações políticas.

Existe, entretanto, uma diferença fundamental entre interesse pessoal e egoísmo. Aquele compreende que o bem-estar individual depende de uma sociedade saudável, segura e desenvolvida, já o egoísmo, ao contrário, acredita ser possível prosperar isoladamente, ainda que a coletividade afunde em pobreza, violência e desigualdade.

Essa crença revela-se ilusória. O muro da propriedade não impede o avanço da violência, bem como a escola particular não elimina os efeitos da precariedade da educação pública.

O melhor plano de saúde não substitui um sistema público eficiente diante de epidemias ou crises sanitárias. A degradação do espaço público acaba alcançando também aqueles que imaginavam estar protegidos por seus privilégios.

Por isso, o individualismo eleitoral não representa apenas um problema ético. É um erro de percepção. Quem vota exclusivamente pensando no benefício imediato acaba, muitas vezes, votando contra seus próprios interesses de médio e longo prazo.

Também é um equívoco avaliar um político exclusivamente por sua vida privada. Um homem pode ser excelente pai, marido dedicado, vizinho prestativo e pessoa profundamente religiosa, no entanto, nada disso garante que exerça o mandato em favor do interesse público.

Da mesma forma, alguém pode demonstrar generosidade dentro de casa e, estranhamente, apoiar medidas que aprofundem desigualdades, reduzam investimentos em saúde e educação, enfraqueçam políticas públicas ou beneficiem apenas grupos privilegiados. A bondade privada jamais substitui a responsabilidade pública.

O votante, porém, frequentemente transfere para a política critérios que pertencem exclusivamente à vida pessoal. Confunde boa reputação familiar com competência administrativa, religiosidade com honestidade política e, ainda, simpatia com compromisso público.

Esse erro produz consequências concretas, pois quando os representantes que escolhemos atuam para atender interesses restritos em detrimento da coletividade, multiplicam-se os efeitos sociais. Cresce a pobreza, a violência torna-se mais intensa, o desemprego aumenta, a educação perde qualidade, a saúde pública se deteriora, ou seja, desaparece a confiança nas instituições.

O mais preocupante é que esse processo costuma ocorrer com a participação involuntária da própria sociedade. O político oferece favores, a população troca por votos, o mandato é conquistado, os benefícios permanecem concentrados em poucos, entretanto, a conta é dividida por todos.

Não se trata de atribuir aquele que vai às urnas a mesma responsabilidade de quem exerce o poder. Os papéis são distintos, outrossim é impossível ignorar que a democracia nos transforma em corresponsáveis pelos rumos da coletividade. O voto não é apenas um direito, é também um compromisso com as gerações presentes e futuras.

A verdadeira maturidade democrática começa quando a pessoa deixa de perguntar se determinado candidato poderá ajudá-la individualmente e passa a questionar que tipo de sociedade esse candidato ajudará a construir.

Da mesma forma, o político precisa compreender que sua biografia pessoal não absolve sua atuação pública. O julgamento da história não recai sobre a aparência de virtude, porém sobre os resultados produzidos durante o exercício do poder.

Não se trata de negar o interesse pessoal. Isso seria incompatível com a própria condição humana. O desafio consiste em ampliá-lo além do próprio umbigo.

Compreender que o melhor para cada indivíduo depende, inevitavelmente, do bem da coletividade. Nenhuma sociedade profundamente injusta consegue oferecer segurança duradoura, prosperidade estável ou paz verdadeira.

Sob essa perspectiva, a expiação coletiva deixa de representar um conceito abstrato e passa a revelar uma realidade concreta. Cada indicador de pobreza, estatística de violência, escola abandonada, hospital superlotado e oportunidade perdida refletem escolhas feitas ao longo do tempo.

A boa notícia é que consequências também podem ser transformadas. Se os problemas sociais decorrem das escolhas humanas, novas decisões podem alterar esse percurso. A democracia oferece exatamente essa possibilidade. Corrigir o rumo antes que o preço se torne ainda mais elevado.

Romper o ciclo do holocausto exige abandonar a cultura do favor, rejeitar o clientelismo e compreender que o voto não é moeda de troca, mas, sim, um instrumento de construção social. Enquanto o interesse privado continuar orientando a escolha pública, o sofrimento continuará sendo coletivo.

A verdadeira transformação política não ocorre com a posse do eleito. Começa na consciência de quem vota, pois lá nasce a responsabilidade, aflora a decisão se a sociedade continuará repetindo os mesmos erros ou finalmente compreenderá que a sociedade não prospera quando cada um pensa apenas em si.

VIVER É MELHOR QUE SONHAR: UMA CELEBRAÇÃO A BELCHIOR 

“Viver é Melhor que Sonhar: Uma Celebração a Belchior”, idealizado por André Abreu, transcende o formato de show tradicional: é uma experiência sensorial e emocional que mergulha o público na alma da música popular brasileira.

❤️ Viver é Melhor que Sonhar: Uma Celebração a Belchior

Prepare-se para uma jornada sonora e visual que resgata a atmosfera da década de 1970 e revive os grandes sucessos de álbuns icônicos como Alucinação e Coração Selvagem. Cada nota, cada imagem e cada palavra do espetáculo constrói uma narrativa potente, conectando o público a temas atemporais com intensidade e poesia.

Com uma performance visceral, André Abreu — já consagrado por suas apresentações internacionais em espetáculos como Queen Celebration — incorpora Belchior com autenticidade impressionante. Acompanhado por uma banda ao vivo, ele entrega uma interpretação arrebatadora, que emociona e eletriza do início ao fim.

Mais do que um tributo, este espetáculo é uma celebração da genialidade e do legado de um dos maiores nomes da música brasileira. Uma experiência única, que vem conquistando plateias por onde passa e deixando marcas profundas na memória de quem assiste.

Viver é, sem dúvida, melhor que sonhar. E esta é a oportunidade de viver Belchior como nunca antes.

❤️ Viver é Melhor que Sonhar: Uma Celebração a Belchior

📆 30 de julho
⏱️ Quinta às 21h
📍 Centro de Convenções (São Luís-MA)
🎟️ Ingressos disponíveis (Link no Perfil @nucleodeconteudo ou Diniz Prime-Golden Shopping)
🪑 Cadeiras numeradas e limitadas (Apenas 1.331 lugares)

Realização: @nucleodeconteudo

A CULPA QUE NUNCA DESCANSA! 

Itamargarethe Corrêa Lima* – Jornalista, radialista e advogada. Pós-graduada em Direito Tributário, Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduanda em Direito Civil, Processo Civil e Docência do Ensino Superior.


No artigo anterior da série *As Faces Ocultas da Depressão*, refletimos sobre o peso da comparação e como o hábito de medir a própria vida pela realidade dos outros pode corroer a autoestima e abrir espaço para o sofrimento emocional. Hoje, voltamos o olhar para outra manifestação silenciosa desse adoecimento, a culpa que nunca descansa, um sentimento que costuma habitar justamente pessoas responsáveis, dedicadas e comprometidas.

Existe um sofrimento que raramente desperta atenção. Ele não impede ninguém de cumprir horários, trabalhar, estudar ou cuidar da família. Ao contrário do que muitos imaginam, costuma acompanhar homens e mulheres vistos como organizados, disciplinados e confiáveis, aqueles que resolvem problemas, acolhem as dificuldades alheias e dificilmente deixam uma obrigação sem resposta.

A quem observa de fora, parecem fortes e plenamente capazes de enfrentar qualquer desafio. Por trás dessa imagem, entretanto, muitos convivem com uma culpa que não nasce de um erro cometido, muito menos de algum dano causado a alguém.

É uma sensação permanente de estar em dívida consigo mesmo, como se nada do que faça fosse suficiente. Quando a noite chega e o silêncio substitui a correria do dia, surge a impressão de que poderiam ter feito mais, produzido melhor ou correspondido plenamente às expectativas. É nesse espaço invisível que uma das faces mais discretas da depressão encontra terreno para crescer.

Vivemos em uma sociedade que transformou o desempenho em medida de valor humano. Durante décadas, repetiu-se que vencer dependia exclusivamente de esforço, disciplina e perseverança.
Embora essas virtudes sejam importantes, essa lógica também deixou marcas profundas.

Pouco a pouco, consolidou-se a ideia de que quem não alcança determinado resultado simplesmente não se esforçou o suficiente. Essa visão ignora circunstâncias sociais, econômicas, emocionais e até biológicas.

Assim, limitações naturais passam a ser tratadas como fracassos pessoais, enquanto a cobrança deixa de vir apenas do ambiente externo para ocupar a própria consciência.

A pessoa se transforma em seu juiz mais severo. Impõe metas cada vez mais difíceis de alcançar e passa a acreditar que descansar, errar ou reconhecer limites representa um sinal de fraqueza.

Seria um equívoco imaginar que essa forma de pensar nasce apenas na vida adulta. Em muitos casos, suas raízes estão na infância, quando o amor, reconhecimento e elogios foram condicionados ao desempenho. Quem cresceu acreditando que precisava ser impecável para merecer aprovação pode se tornar um adulto incapaz de reconhecer os próprios limites, porque aprendeu muito cedo que seu valor depende daquilo que consegue entregar ao mundo.

Descansar provoca desconforto, errar desperta vergonha e pedir ajuda parece um sinal de fracasso. Aos poucos, instala-se uma vigilância permanente sobre cada decisão, palavra e resultado alcançado.

Esse mecanismo costuma atingir justamente quem mais se dedica aos outros. São profissionais reconhecidos, estudantes aplicados, pais e mães presentes, amigos leais e trabalhadores incansáveis. Mesmo quando recebem elogios, acreditam que apenas cumpriram sua obrigação.

Ao alcançar um objetivo importante, rapidamente direcionam a atenção para o próximo desafio. A satisfação dura pouco, porque a autocobrança sempre encontra um novo motivo para continuar.

A psicologia descreve esse padrão como uma forma persistente de autocrítica, frequentemente associada aos transtornos depressivos e ansiosos. Defeitos ganham proporções maiores, enquanto qualidades e conquistas perdem espaço.

Pequenos erros parecem imperdoáveis, grandes realizações tornam-se insuficientes. O resultado é um desgaste silencioso que rouba a capacidade de sentir satisfação e transforma a vida em uma sucessão interminável de provas.

Talvez por isso tantas pessoas não compreendam o próprio adoecimento. Continuam trabalhando, levantam cedo, mantêm a rotina, sorriem em fotografias e cumprem todos os compromissos.

Para quem observa, parecem fortes. No íntimo, porém, carregam um peso invisível. Dormem, mas não descansam, reservam momentos para o lazer, enquanto a mente permanece ocupada pelas obrigações seguintes. O corpo desacelera, contudo os pensamentos continuam correndo.

Não surpreende que muitos descrevam a vida como uma corrida sem linha de chegada. Não importa quantos objetivos sejam alcançados, novas exigências surgem imediatamente, ocupando o espaço que deveria pertencer à satisfação.

Esse comportamento, muitas vezes, ainda é recompensado socialmente. Quem nunca recusa trabalho costuma ser visto como comprometido, enquanto aquele que sacrifica o descanso para atender às necessidades dos outros recebe elogios pela dedicação.

O problema surge quando essa postura deixa de ser uma escolha eventual e passa a representar um modo permanente de viver. Nenhum organismo suporta, indefinidamente, a sensação de estar sempre sendo avaliado.

Não é difícil entender por que tantas pessoas resistem a reconhecer que estão adoecendo. Durante anos foram admiradas justamente por suportarem cargas acima dos próprios limites. Admitir o esgotamento parece contrariar a imagem de força construída ao longo da vida.

Aos poucos, até acontecimentos simples passam a ser interpretados de forma distorcida. Um contratempo transforma-se em incompetência, uma crítica pontual confirma antigos medos e um erro isolado parece definir toda a identidade.

Nos momentos de silêncio, quando cessam as distrações, esse julgamento torna-se ainda mais severo. Já não são necessários acusadores externos. O tribunal passa a funcionar dentro da própria consciência.

Talvez a maior injustiça desse sofrimento seja atingir justamente pessoas profundamente responsáveis, éticas e comprometidas, indivíduos que exigem de si muito mais do que exigiriam de qualquer outra pessoa. A depressão nem sempre chega por meio de grandes tragédias.

Em muitos casos, instala-se lentamente, alimentada pela repetição diária de uma cobrança que nunca termina. Reconhecer esse mecanismo não quer dizer que precisamos abandonar responsabilidades nem desistir de crescer.

Significa compreender que nenhum ser humano deveria medir o próprio valor apenas pela quantidade de tarefas que realiza ou pelos resultados que alcança. A dignidade não depende da perfeição, desempenho ou produtividade. Ela nasce da própria condição humana.
Esquecê-la talvez seja uma das formas mais silenciosas de adoecimento.

No nosso próximo encontro, refletiremos sobre o orgulho silencioso, um comportamento que muitas vezes impede as pessoas de reconhecer as próprias fragilidades, aceitar ajuda e dividir o peso da dor. Não é raro que o sofrimento permaneça não pela falta de apoio, mas pela dificuldade de permitir que alguém se aproxime. Por hoje, ficamos por aqui. Até breve!!

CONVENÇÃO OFICIALIZA CANDIDATURAS DE ORLEANS BRANDÃO E EDIVALDO HOLANDA,  NESTE SÁBADO (25) NO PARQUE JOÃO PAULO II EM SÃO LUÍS.

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) realiza, neste sábado (25), a convenção partidária para oficializar as candidaturas de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão e Edivaldo Holanda Júnior a vice-governador.

O evento será realizado às 15h, no Parque João Paulo II (Papódromo), em São Luís, e deve reunir lideranças políticas, representantes dos partidos aliados, apoiadores e caravanas de diversas regiões do estado.

A programação será marcada pela mobilização popular e pela união das forças políticas que integram a aliança em torno de um projeto voltado para o futuro do Maranhão, com diálogo e compromisso com o desenvolvimento do estado e a melhoria da qualidade de vida da população.

 

COMO O ESPAÇO ‘FAZ TEU NOME’ VAI DESAFIAR JOVENS NA FEIRA DO EMPREENDEDOR 2026

_Espaço interativo une robótica, dinâmicas de startups e desafios rápidos para mostrar que o empreendedorismo pode começar na sala de aula._ 

Quem disse que a Feira do Empreendedor é só para quem já tem um negócio? Entre os dias 14 e 16 de agosto, o Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís, será palco de experiências que mostram que empreender também é aprender a resolver problemas, trabalhar em equipe e transformar boas ideias em projetos.
Para viver tudo isso, na prática, o evento terá o espaço FAZ TEU NOME: um ambiente de pura experiência, interação e movimento, pensado especialmente para estudantes do Ensino Fundamental ao Ensino Superior, incluindo Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Realizada pelo Sebrae Maranhão, a Feira do Empreendedor contará com mais de 300 expositores e uma programação que reúne conhecimento, inovação, oportunidades de negócios e experiências para diferentes públicos.
Aprender fazendo
A programação do Faz Teu Nome foi construída para colocar os estudantes no centro da experiência. Além de acompanhar palestras com jovens pesquisadores, equipes de robótica e projetos de inovação, na Arena de Inovação+Educação, no Salão Zeca Bello, os visitantes poderão participar de atividades interativas que estimulam competências valorizadas em qualquer profissão.


Uma delas é a Missão Empreendedora, jogo em equipe no qual os participantes enfrentam desafios rápidos sem saber, inicialmente, qual habilidade está sendo desenvolvida. A cada etapa cumprida, descobrem competências como criatividade, comunicação, liderança, inovação, inteligência financeira, resiliência, empatia, proatividade, foco e trabalho em equipe.
Outra atração é a Missão Supernova, um tabuleiro gigante que simula a jornada de criação de uma startup. Ao longo do percurso, os estudantes passam por etapas como ideação, mentoria, modelo de negócio, marketing, vendas, finanças, MVP e pitch, conhecendo de forma prática como uma ideia pode evoluir até chegar ao mercado.
Para a coordenadora de Educação Empreendedora do Sebrae no Maranhão, Mayna Braga, a proposta é aproximar os jovens do empreendedorismo por meio de experiências que fazem sentido para a realidade deles.
“Por meio de ativações, gamificações, jogos, desafios e experiências imersivas, os participantes serão convidados a sair da teoria e colocar a mão na massa. Aqui, cada desafio é uma oportunidade de descobrir talentos, testar habilidades, tomar decisões, trabalhar em equipe e, claro, fazer seu nome.”
Histórias que mostram onde uma ideia pode chegar
A programação da Arena de Inovação + Educação reúne jovens que transformaram conhecimento em projetos de impacto. No dia 14 de agosto, as atividades começam às 10h30, com a equipe Pugnator (SESI), que apresenta a palestra “Muito além do carrinho: marketing, patrocínio e gestão de projetos no F1 in Schools”. Em seguida, às 11h10, a equipe Spartacus (SESI) mostra como a educação empreendedora acelera talentos a partir da experiência na competição estudantil inspirada na Fórmula 1.
À tarde, às 14h30, a equipe Ragnar (SESI) fala sobre as profissões e oportunidades ligadas ao universo do F1 in Schools. Na sequência, às 15h20, a equipe RobotStars, da Semed São Luís, apresenta como a robótica pode estimular a criatividade e a resolução de problemas dentro das escolas. Encerrando a programação do primeiro dia, às 16h10, o projeto Farol dos Campeões leva ao palco histórias de superação de atletas da escola pública.
Já no dia 15 de agosto, às 10h15, a Oxygeni Hub, da Universidade Ceuma, abre a programação debatendo como quem cria soluções também constrói o futuro.
Um dos momentos mais aguardados acontece às 16h, com a participação da estudante e pesquisadora maranhense Sofia Nunes, autora do projeto BIOSKIN, voltado ao desenvolvimento de uma pele artificial de baixo custo para regeneração celular e tratamento de queimaduras. O trabalho conquistou uma das categorias especiais da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) 2025, considerada a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo.
Logo depois, às 16h50, a estudante Sofia Louise, do SESI Maranhão, encerra a programação compartilhando a experiência de desenvolver um robô capaz de andar e falar.
O primeiro passo pode começar aqui
Segundo Mayna Braga, o Faz Teu Nome pretende despertar possibilidades, por isso, as experiências foram pensadas para que os jovens saiam da Feira enxergando novas oportunidades para o futuro.


“Quando o estudante participa de um desafio, apresenta uma ideia ou entende como nasce uma startup, ele começa a perceber o próprio potencial. Nosso objetivo é que cada jovem saia da Feira inspirado a criar, inovar e acreditar que também pode desenvolver projetos capazes de transformar a sua realidade.”
A expectativa é que estudantes, professores e famílias aproveitem a programação para conhecer iniciativas que aproximam educação, tecnologia e empreendedorismo, em um ambiente que valoriza a criatividade e o protagonismo juvenil.
A edição 2026 da Feira do Empreendedor será realizada pelo Sebrae, no período de de 14 a 16 de agosto, no Multicenter Negócios e Eventos. São correalizadores do evento, o Governo do Estado e o Sistema Fiema (SESI e SENAI). As inscrições são gratuitas e já estão abertas no site https://feiradoempreendedor.sebraema.com/

PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA | MORADORES DO RESIDENCIAL SANTO ANTÔNIO AGRADECEM, EM CARTA ABERTA, VEREADOR ASTRO DE OGUM E ORLENS BRANDÃO

_Comunidade destaca que a intervenção transformou a realidade e valorizou a área_


Em carta aberta, os moradores do Residencial Santo Antônio, na zona rural de São Luís, agradeceram ao vereador Astro de Ogum (PCdoB) pela chegada do asfaltamento, uma reivindicação histórica.
O reconhecimento também foi estendido aos demais parceiros do parlamentar, entre eles, o pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB).

No documento, entre outras coisas, a comunidade evidenciou que a pavimentação, executada pela Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), representa o fim de um longo período de abandono e levou mais dignidade, mobilidade e esperança às famílias. “Por muitos anos fomos esquecidos. Hoje, graças ao empenho e ao olhar atento de vocês, estamos sendo lembrados e valorizados”, destaca um trecho da mensagem.

Durante visita ao residencial, além das demonstrações de carinho, o parlamentar também ouviu relatos de quem foi beneficiado pela intervenção. “O reconhecimento de vocês, não só ao meu trabalho, mas de todos os envolvidos para que esse sonho se transformasse em realidade, é o nosso combustível. Muito feliz em, dentro das minhas possibilidades, contribuir para ver o sorriso no rosto de cada um de vocês e o direito de ir e vir assegurado”, enfatizou.

BOTOCENTER INAUGURA NOVA UNIDADE NO PÁTIO NORTE SHOPPING E REFORÇA EXPANSÃO NA GRANDE SÃO LUÍS

Franqueada da Botocenter em São Luís Kátia Braga

 

A Botocenter, referência em procedimentos estéticos e harmonização facial, inaugurou com sucesso sua mais nova unidade no Pátio Norte Shopping, em São José de Ribamar. O evento reuniu clientes, parceiros, convidados, influenciadores e representantes da imprensa em uma noite marcada pela celebração da expansão da marca na Grande São Luís.

A nova clínica chega com a proposta de ampliar o acesso a procedimentos estéticos avançados, oferecendo tecnologia, segurança, atendimento personalizado e uma equipe qualificada para atender à crescente demanda do setor na região.

Apresentador William Santos e Kátia Braga

À frente da franquia em São Luís está a empresária Katia Braga que soma 10 anos de experiência na indústria, 19 anos de atuação no mercado financeiro e, há dois anos e meio, dedica-se ao empreendedorismo no segmento da estética. A inauguração representa a segunda unidade administrada pela franqueada, consolidando o crescimento da marca no Maranhão.

Durante a cerimônia, Katia Braga destacou a importância desse novo momento para a empresa e agradeceu a confiança dos clientes e parceiros.

“A abertura desta nova unidade representa a realização de mais um importante passo em nossa trajetória. Nosso objetivo é proporcionar um atendimento de excelência, com protocolos seguros, tecnologia de ponta e profissionais altamente capacitados, levando autoestima, bem-estar e qualidade de vida aos nossos pacientes”, afirmou a empreendedora Kátia Braga.

Kátia Braga entre Dra Priscilla Nunes, Dra Paloma Meirelles, Dra Bruna Oliveira e Dra Samilla Cardoso

Os convidados conheceram as novas instalações da clínica, projetadas para oferecer conforto e uma experiência diferenciada aos pacientes, além de conhecerem os serviços disponíveis, que incluem harmonização facial, aplicação de toxina botulínica, preenchimentos, bioestimuladores de colágeno e diversos tratamentos estéticos.

A inauguração reforça o compromisso da Botocenter em expandir sua atuação no Maranhão, acompanhando o crescimento do mercado da estética e investindo em inovação, excelência no atendimento e na valorização da autoestima de seus clientes.

FIES 2026 DISPONIBILIZA 3 MIL VAGAS NO MARANHÃO, AS INSCRIÇÕES SÃO GRATUITAS E VÃO ATÉ SEXTA-FEIRA (17).

Ao todo, são ofertadas 75,5 mil vagas para ingresso no segundo semestre de 2026 em 1.274 instituições privadas de ensino superior em todo o país. As inscrições são gratuitas e vão até sexta (17)

Por meio do Fundo de Financiamento da Estudantil (Fies), o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza 3.076 vagas em instituições privadas de educação superior no Maranhão, para o segundo semestre de 2026. As inscrições para o processo seletivo são totalmente gratuitas e estão abertas até sexta-feira, 17 de julho, por meio do Portal Acesso Único ao Ensino Superior.

Para se inscrever no processo seletivo, é necessário que o candidato tenha participado de ao menos uma das edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) desde 2010, tenha obtido uma média superior ou igual a 450 pontos e não tenha zerado a redação.

Cronograma completo do Fies: 

Inscrições: 14 a 17 de julho
Resultado: 30 de julho
Complementação das inscrições: 31 de julho a 4 de agosto
Lista de Espera: 7 a 24 de setembro

Brasil – Em todo o país, a pasta oferta mais de 112 mil vagas para o programa em 2026. Desse total, são ofertadas 75,5 mil vagas em 1.274 instituições privadas de ensino superior, distribuídas entre 28.741 cursos e turnos para o segundo semestre. Todas as vagas já ofertadas até o momento que ainda não foram ocupadas estão somadas às novas vagas previstas para esta edição. O objetivo é ocupar todas as previstas para o ano.

DAVI VICTOR PROMOVE PRIMEIRO 1º ARRAIAL DO VIDA NO BAIRRO DO IPASE DE BAIXO EM SÃO LUÍS

O empresário e liderança política Davi Victor, conversou com o titular do Blog, nesta terça-feira (14) sobre as festividades juninas da capital maranhense. A liderança divulgou a realização da 1ª edição do Arraial do Vida no bairro ipase de baixo, no último sábado (11/07), proporcionando alegria para a população e uma renda extra para vendedores ambulantes local.

O arraial ofereceu uma programação cultural diversificada, com apresentações de várias brincadeiras, O evento foi fruto de uma parceria entre Davi Victor, Orleans Brandão, Deputado federal Dr Orlando, deputado estadual Zé Inácio.

“Foi uma noite de luta, cultura e união da nossa comunidade. E podem ter certeza: iremos trabalhar para que no próximo ano seja ainda melhor. Agora seguimos firmes, trabalhando pela nossa comunidade e trazendo políticas públicas para o nosso povo. Conto com o apoio de vocês nessa caminhada”, afirmou Davi Victor.

Tendo como padrinho político, o ex vereador de São Luís, agora coordenado regional do Norte e Nordeste no ministério da saúde, Ivaldo Rodrigues.

A DEPRESSÃO DA ALMA BEM-SUCEDIDA

Itamargarethe Corrêa Lima* – Jornalista, radialista e advogada. Pós-graduada em Direito Tributário, Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduanda em Direito Civil, Processo Civil e Docência do Ensino Superior.


Antes de iniciar este novo artigo, peço-lhe licença para uma breve palavra. Após um período de ausência, volto a este espaço com o sentimento de gratidão por todos que, durante esse tempo, enviaram mensagens, fizeram perguntas e demonstraram carinho pelos artigos publicados ao longo dessa caminhada.

A rotina profissional, somada às inúmeras atividades do dia a dia, acabou impondo um intervalo maior do que o desejado. A esperança é que esse reencontro aconteça, daqui em diante, em espaços de tempo menores.

Afinal, escrever sobre saúde mental nunca foi apenas um exercício de opinião, mas, sim, uma oportunidade de refletir, aprender e, sobretudo, compartilhar inquietações sobre um tema que atinge milhões de pessoas, muitas vezes de forma silenciosa.

Ao longo dos últimos anos, esta série buscou compreender a depressão sob diferentes perspectivas. Falou sobre suas causas, efeitos, caminhos do tratamento, importância da espiritualidade, gratidão, coletividade e amor ao próximo.

Entretanto, quanto mais estudo o tema, percebo que ainda existem aspectos pouco discutidos, quase sempre invisíveis aos olhos da sociedade. É justamente por essa razão que nasce uma nova etapa dessa caminhada.

A partir de hoje, os artigos passam a integrar a série “As Faces Ocultas da Depressão”, dedicada a refletir sobre as causas invisíveis do sofrimento humano, aquelas que muitas vezes não aparecem nos consultórios, não são percebidas pela própria família e permanecem escondidas atrás de vidas aparentemente perfeitas.

Neste primeiro episódio, será abordada a chamada depressão da alma bem-sucedida. Você imagina o que seja? Existe uma crença profundamente enraizada na sociedade de que o sucesso conduz, inevitavelmente, à felicidade.

Durante anos, ensinou-se que bastaria conquistar uma profissão respeitada, estabilidade financeira, reconhecimento social, família estruturada e conforto material para que a realização pessoal fosse uma consequência natural.

A realidade, entretanto, conta uma história completamente diferente.
Os consultórios de psiquiatras e psicólogos recebem diariamente empresários, médicos, advogados, professores, juízes, políticos, artistas e profissionais das mais diversas áreas que, aos olhos da sociedade, representam exemplos de sucesso.

São pessoas admiradas, respeitadas e, muitas vezes, invejadas. Ainda assim, convivem silenciosamente com a angústia, o vazio existencial, a ansiedade e, não raras vezes, com a depressão.

Essa constatação revela uma verdade incômoda. A doença não alcança apenas quem perdeu tudo. Ela também atinge aqueles que, aparentemente, conquistaram tudo.

Talvez o maior equívoco da sociedade atual tenha sido confundir sucesso com sentido. Enquanto o primeiro pode ser medido por patrimônio, títulos, cargos ou reconhecimento público, o sentido da vida não se mede, pois nasce da consciência de que a existência possui um propósito que ultrapassa as conquistas materiais.

As redes sociais ampliaram ainda mais esse fenômeno. Nunca foi tão fácil construir uma imagem de felicidade permanente. Fotografias cuidadosamente produzidas, viagens, comemorações e demonstrações constantes de êxito passaram a compor uma vitrine onde quase não existe espaço para a dor, insegurança ou as fragilidades humanas.

Se, de um lado, aquele que observa acredita que todos estão felizes, do outro, quem sofre passa a acreditar ser a única pessoa incapaz de alcançar essa felicidade. E, dessa comparação permanente, nasce um sofrimento silencioso.

A depressão da alma bem-sucedida surge exatamente nesse ponto. Ela cresce quando existe um abismo entre a pessoa que o mundo enxerga e aquela que luta diariamente para manter-se emocionalmente de pé.

Quanto maior a expectativa de que alguém seja forte, mais difícil costuma ser admitir que precisa de ajuda. Muitos silenciam por vergonha, medo do julgamento ou receio de decepcionar aqueles que sempre os enxergaram como exemplos de equilíbrio.

É importante compreender que dinheiro, reconhecimento profissional e estabilidade representam conquistas legítimas e importantes. Contudo, nenhuma delas substitui vínculos afetivos verdadeiros, propósito existencial, espiritualidade, descanso emocional e relações humanas autênticas.

Isso não significa reduzir a doença a uma questão filosófica ou espiritual. Essa enfermidade é uma patologia séria, reconhecida pela medicina, que exige diagnóstico e tratamento adequados.

O que se pretende destacar é que, muitas vezes, as circunstâncias da vida contemporânea favorecem um adoecimento silencioso, justamente porque ensinam as pessoas a construir uma aparência de felicidade enquanto escondem suas dores mais profundas.

Talvez uma das maiores tragédias do nosso tempo seja esta. Nunca tantas pessoas pareceram tão realizadas e, ao mesmo tempo, carregaram um sofrimento que ninguém consegue enxergar. Afinal, nem toda dor faz barulho. Muitas delas se escondem atrás de sorrisos, cargos, conquistas e de uma rotina que, para quem observa de fora, parece perfeita.

É justamente por isso que reconhecer essas faces invisíveis da depressão tornou-se um dos maiores desafios da sociedade contemporânea. Ao longo desta leitura, será que alguém lhe veio à mente? Um amigo, parente, colega de profissão ou até mesmo você? Se isso aconteceu, é porque a depressão da alma bem-sucedida está muito mais próxima de nós do que imaginamos. Por hoje, ficamos por aqui. Até breve!!