Blog da Ellen -

A MENTE É O ESPELHO DA ALMA!

*Itamargarethe Corrêa Lima* – Jornalista, radialista e advogada. Pós-graduada em Direito Tributário, Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduanda em Direito Civil, Processo Civil e Docência do Ensino Superior.

Há dores que começam muito antes de serem percebidas por quem está ao redor. A depressão tem essa característica silenciosa. Aos poucos, modifica a forma como alguém enxerga a vida, as relações e, principalmente, a si mesmo.

O mundo pode continuar exatamente no mesmo lugar, mas alguma coisa muda profundamente dentro de quem sofre. A mente é o espelho da alma. E talvez uma das faces mais cruéis da doença esteja justamente aí. Quando a percepção é atravessada pela dor, a imagem refletida deixa de corresponder à realidade.

Aquele que sempre foi capaz passa a se considerar insuficiente. Quem construiu uma história de conquistas começa a enxergar apenas os próprios fracassos. O afeto recebido parece menor, as qualidades desaparecem diante dos defeitos, pequenos problemas assumem proporções gigantescas e aquilo que antes representava esperança pode perder completamente o sentido.

Não significa, necessariamente, que a vida tenha se tornado pior. O sofrimento, porém, passou a interferir na maneira de percebê-la. É por isso que frases como “você tem tudo”, “olha quanta gente gosta de você” ou “existem pessoas passando por coisas piores” quase nunca alcançam quem vive um quadro depressivo.

Quem diz isso está olhando a vida pelo lado de fora. Para aquele que sofre, porém, a imagem vem do espelho de dentro, fazendo refletir visões diferentes.

Talvez seja também por isso que tantas pessoas demorem a compreender a própria enfermidade. Continuam trabalhando, cuidando dos filhos, cumprindo compromissos, conversando, sorrindo e desempenhando funções aparentemente normais. Para quem observa, está tudo bem.

Por dentro, entretanto, pode existir uma batalha que ninguém consegue enxergar. A depressão nem sempre destrói primeiro aquilo que o doente possui. Muitas vezes, atinge a capacidade de reconhecer valor no que está ao seu redor, inclusive nela própria.

O futuro parece menor, a culpa cresce, a autoestima diminui e a esperança vai perdendo espaço. A mente começa a repetir pensamentos tão persistentemente que, em determinado momento, eles podem ser confundidos com verdades.

No entanto, nem tudo o que a mente reproduz corresponde à realidade. Quando adoecida, ela pode produzir uma leitura profundamente injusta da própria existência, fazendo alguém acreditar que não é amado, que fracassou ou que nada mudará, diante da incapacidade momentânea de imaginar um amanhã diferente.

Por isso, enfrentar a depressão também significa aprender, pouco a pouco, a questionar aquilo que a dor apresenta como definitivo. E isso não se resolve simplesmente com força de vontade.

Há situações em que são necessários acompanhamento psicológico, avaliação médica, tratamento adequado, apoio familiar e tempo. A espiritualidade também pode representar fonte de conforto, esperança e significado para quem encontra nela amparo. Uma dimensão não precisa excluir a outra.

Talvez preservar a saúde da mente seja, em alguma medida, recuperar a nitidez dessa imagem. Não para construir uma visão artificialmente bonita da vida ou fingir que as dores não existem, e sim para permitir que a pessoa volte a se enxergar sem que o sofrimento distorça tudo aquilo que ela é.

Porque há momentos em que o espelho fica embaçado e a imagem quase desaparece, entretanto quem está diante dele continua ali. Por hoje, ficamos por aqui. Semana que vem tem mais.

VEREADOR ASTRO DE OGUM COLOCA SEU TIME EM CAMPO E REÚNE CENTENAS DE PESSOAS NA VILA PALMEIRA, OFICIALIZADO APOIO A ORLEANS BRANDÃO, ANA DO GÁS E ERLANIO XAVIER

*_Decano da Câmara oficializou apoio a Orleans Brandão, Ana do Gás e Erlanio Xavier em encontro que movimentou a Grande Ilha a 35 dias das eleições_


A reta final para as eleições de 4 de outubro ganhou contornos mais definidos para o grupo liderado pelo vereador Astro de Ogum (PCdoB). Neste sábado (29), o decano da Câmara Municipal apresentou os nomes que terão seu apoio nas urnas e reuniu centenas de pessoas no Parque Folclórico da Vila Palmeira, em uma das maiores mobilizações políticas realizadas na Grande Ilha nesta campanha.

Para o Governo do Estado, o apoio foi declarado ao jovem Orleans Brandão (MDB), ex-secretário de Estado de Assuntos Municipalistas. Cumprindo outras agendas, o emedebista foi representado pela madrasta, Audreia Noleto.

Na disputa proporcional, Ana do Gás (Republicanos) é a escolhida para a reeleição à Assembleia Legislativa, enquanto o ex-presidente da Famem Erlanio Xavier (PDT) recebeu o apoio para o concorrido pleito rumo à Câmara Federal.

A dimensão da mobilização acabou dando ao encontro um significado que foi além da apresentação dos candidatos. Em seu sétimo mandato consecutivo e atual decano da Câmara Municipal de São Luís, Astro recebeu uma base formada ao longo de décadas, com moradores e lideranças vindos de diferentes comunidades da Grande Ilha.

Ao agradecer a presença do público, o edil relacionou as escolhas políticas aos resultados que vem conseguindo levar aos bairros por meio das parcerias construídas nos últimos meses. Como exemplo, citou as obras em andamento no Barreto, onde mora há mais de quatro décadas.

“Tudo o que a gente consegue fazer nos bairros passa pelas parcerias que construímos. O Barreto é um exemplo. O trabalho está acontecendo porque temos apoio para buscar as melhorias que a população precisa. É esse time que queremos fortalecer para continuar fazendo ainda mais”, afirmou.

Entre o público, Dona Maria José dos Reis destacou uma característica que, para ela, ajuda a explicar essa longevidade. “Astro olha para as pessoas mais simples, escuta e procura ajudar. A gente sabe quem está presente quando a comunidade precisa, e é por isso que estamos aqui”, declarou.

A dona de casa Lissandra Maria ressaltou que essa relação não se restringe aos períodos eleitorais. “Astro está nas bases o ano inteiro, mesmo quando não tem eleição. Ele conhece as comunidades, conversa com as pessoas e acompanha de perto os nossos problemas. Quando chega uma eleição, o povo sabe quem sempre esteve presente”, afirmou.

Seu Antônio José dos Santos atribuiu a permanência do parlamentar à confiança construída ao longo do tempo. “Ninguém fica tantos anos na política sem ter a confiança do povo. O povo acompanha, vê o trabalho e sabe quem pode procurar quando precisa. Essa confiança foi conquistada com o tempo”, resumiu.

Um dos maiores encontros políticos realizados na Grande Ilha nesta campanha terminou, portanto, com duas imagens. De um lado, o time que Astro escolheu levar às urnas. Do outro, centenas de pessoas mostrando a força de uma base que, sete mandatos depois, continua mobilizada.

A SOLIDÃO ACOMPANHADA!

*Itamargarethe Corrêa Lima* — Jornalista, advogada, pós-graduada em Direito Tributário, Direito Penal e Processo Penal, pós-graduanda em Direito Civil, Processo Civil e Docência do Ensino Superior.


Em nosso encontro de hoje, vamos conversar sobre uma das experiências mais contraditórias e difíceis de compreender quando falamos de depressão, a possibilidade de alguém se sentir profundamente só mesmo estando cercado de pessoas.

Uma solidão que pode existir dentro de uma casa cheia, entre amigos, em um relacionamento, no ambiente de trabalho ou em meio a uma vida social aparentemente intensa. Talvez seja justamente isso que torne esse sentimento tão difícil de explicar, inclusive para quem o vivencia.

Como dizer que existe solidão quando há mensagens chegando, convites, pessoas por perto, demonstrações de carinho e alguém com quem dividir a rotina? A resposta talvez esteja em uma diferença que nem sempre percebemos.

Ter companhia não significa necessariamente sentir-se acompanhado. Há pessoas que conhecem nossos hábitos, acompanham o dia a dia, sabem onde estivemos, com quem saímos e até percebem quando alguma coisa parece diferente.

Ainda assim, podem desconhecer completamente aquilo que se passa em nosso íntimo. Afinal, proximidade física, convivência e conexão emocional não são necessariamente a mesma coisa. É justamente dessa experiência que trata o bate-papo de hoje.

A solidão acompanhada. Aquela que não nasce necessariamente da falta de pessoas, e sim da dificuldade de estabelecer uma conexão verdadeira com quem está ao redor. Muitas vezes, há alguém para conversar sobre quase tudo, menos sobre aquilo que realmente importa.

Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, talvez nunca tenha sido tão fácil permanecer emocionalmente distantes. As redes sociais ampliaram contatos, encurtaram distâncias e criaram novas possibilidades de convivência. Sabemos onde alguém está, o que comeu, para onde viajou e até o que fez durante o dia.

Acompanhamos aniversários, casamentos, separações e conquistas de pessoas que, algumas vezes, sequer encontramos pessoalmente há anos. Conhecer os acontecimentos da vida de alguém, no entanto, não significa necessariamente conhecê-la. Talvez esteja justamente aí uma das grandes contradições do nosso tempo.

Tornamo-nos extremamente visíveis e, paradoxalmente, podemos permanecer profundamente desconhecidos. Mostramos onde e com quem estamos e muitos dos momentos que escolhemos compartilhar. Raramente, porém, tornamos público aquilo que acontece quando a fotografia termina e já não existe ninguém olhando.

Essa experiência está longe de existir apenas nas redes sociais. Há casais que dividem o mesmo teto, cama, contas, filhos e uma história inteira, entretanto deixaram de compartilhar aquilo que acontece dentro de si.

Conversam sobre trabalho, compromissos e problemas cotidianos enquanto medos, angústias e inseguranças permanecem guardados.
A convivência continua, embora a intimidade emocional possa desaparecer aos poucos.

O mesmo acontece nas amizades, em encontros cercados de risadas e conversas nos quais ninguém percebe que alguém está fazendo um enorme esforço apenas para continuar parecendo bem.

Nem sempre isso ocorre porque faltam pessoas dispostas a ouvir. Quem sofre também pode não encontrar palavras para explicar aquilo que sente. Talvez esse seja um dos aspectos mais difíceis de compreender para quem observa de fora.

“Você tem tantos amigos, uma família que ama você, nunca está sozinho.” Tudo isso pode ser absolutamente verdadeiro e, ainda assim, o sentimento permanecer. Companhia e conexão, afinal, são coisas diferentes.

Sentir-se emocionalmente acompanhado pressupõe algo que nenhuma quantidade de contatos, seguidores ou mensagens consegue substituir. É encontrar um espaço no qual não seja necessário representar permanentemente uma versão aceitável de si mesmo. É poder dizer que não está bem sem precisar apresentar imediatamente uma explicação convincente.

Na depressão, essa dificuldade pode se tornar ainda mais intensa. O isolamento não acontece apenas quando alguém fecha a porta do quarto, recusa convites ou desaparece da convivência social.

Há pessoas que continuam presentes fisicamente enquanto começam, pouco a pouco, a se afastar emocionalmente. Deixam de compartilhar sentimentos, evitam conversas mais profundas e aprendem a responder quase automaticamente que está tudo bem.

Para quem observa, aparentemente nada mudou. Internamente, contudo, pode crescer a sensação de que ninguém seria capaz de compreender aquilo que estão vivendo.

Talvez seja por isso que algumas dores permaneçam invisíveis durante tanto tempo. Não necessariamente porque ninguém estivesse por perto, e sim porque estar perto nunca foi exatamente a mesma coisa que estar junto.

Compreender essa diferença também nos obriga a olhar para as próprias relações. Quantas pessoas conhecemos verdadeiramente para além daquilo que elas mostram? Quantas vezes perguntamos como alguém está e permanecemos disponíveis para uma resposta diferente de “estou bem”?

E quantas vezes escolhemos o silêncio porque acreditamos que ninguém compreenderia aquilo que gostaríamos de dizer? Talvez algumas das pessoas que parecem mais acompanhadas sejam justamente aquelas cuja solidão ninguém consegue perceber.

A solidão acompanhada não se mede pela quantidade de pessoas ao redor. Ela pode existir no meio de uma multidão e desaparecer numa conversa entre duas pessoas. Talvez, no fim, o verdadeiro oposto da solidão não seja simplesmente ter companhia, e sim encontrar alguém diante de quem seja possível existir sem precisar esconder aquilo que sentimos.

Ainda existem outras faces silenciosas desse sofrimento que merecem ser compreendidas e é sobre elas que continuaremos conversando nos próximos encontros. Por hoje, ficamos por aqui. Até breve!

EMPREENDEDORA DE VITÓRIA DO MEARIM (MA) SUPERA DESAFIOS NO CAMPO E CONQUISTA RECONHECIMENTO ESTADUAL

 

_Neide Fernandes conquistou o segundo lugar na categoria Produtora Rural e Artesanato 12º Prêmio Sebrae Mulher de Negócios._

No povoado Cutia, na zona rural de Vitória do Mearim, o trabalho começa cedo e tem a terra como ponto de partida. Foi nesse cenário que Luzineide Andrade Fernandes, conhecida como Neide, construiu sua trajetória como produtora rural ao lado do marido, José de Ribamar. Filha de lavrador, ela cresceu trabalhando na agricultura e transformou uma atividade tradicional da família em um negócio que começa a ganhar novos mercados, e também o reconhecimento estadual.

Neste ano, Neide participou pela primeira vez do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios e conquistou o segundo lugar na categoria Produtora Rural e Artesanato. O resultado, anunciado durante a Feira do Empreendedor 2026, em São Luís, chegou como uma surpresa para quem está acostumada à rotina do campo.

“Foi uma surpresa e uma emoção. Entre tantas mulheres, eu fiquei em segundo lugar. Foi gratificante e eu recebi a notícia tão feliz que é como se eu tivesse ficado em primeiro lugar, porque o reconhecimento nos enche de vontade de continuar”, conta a empreendedora.

Quando a tecnologia chega ao campo

O principal desafio enfrentado pela família de Neide era conhecido por muitos produtores rurais: a estiagem. Durante o verão, a falta de chuvas interrompia a produção do maracujá e limitava o potencial da propriedade. A mudança começou quando a produtora buscou o Sebrae para encontrar uma solução.

Por meio do Sebraetec, Neide contratou uma consultoria técnica especializada para implantação de um sistema de irrigação. A solução oferece subsídio de até 70% do valor da consultoria e permite que produtores rurais e pequenos negócios tenham acesso a serviços de inovação e tecnologia que, muitas vezes, seriam difíceis de contratar de forma independente.

Com a irrigação, a família passou a ter condições de produzir durante todo o ano. Antes, a produção era de 1.500 frutos de maracujá por ano. A expectativa é que agora com o sistema de irrigação, a produção chegue a 2.100 frutos anuais, um crescimento estimado em 48%.

“Com a consultoria do Sebrae, a gente conseguiu implantar a irrigação e aumentar e diversificar o nosso plantio. Além do maracujá, estamos cultivando melancia e banana. Com o apoio do Sebrae, a gente evoluiu. Eu vendo online, vendo na feira do município e vendo em casa. O negócio está prosperando”, relata Neide.

Para Adalberto Fraga, gerente da Unidade Regional do Sebrae em Pindaré-Alto Turi, com sede em Santa Inês, a trajetória da empreendedora demonstra a importância de aproximar conhecimento e tecnologia da realidade dos pequenos produtores.

“A história da Neide mostra que inovação não precisa estar distante da realidade do campo. Quando conseguimos levar uma solução adequada para a necessidade de uma propriedade, o resultado aparece na produtividade, na diversificação e também na possibilidade de transformar a produção em negócio. O papel do Sebrae é justamente estar próximo, entender a realidade de cada território e construir, junto com o empreendedor, caminhos para que ele possa crescer”, destaca.

A história de Neide é um exemplo de como a aproximação entre assistência técnica, inovação e gestão pode mudar a realidade de pequenos negócios rurais. Esse trabalho também se estende a outros territórios do Maranhão, por meio de iniciativas como o ALI Rural e o Sebraetec.

650 histórias que chegaram de diferentes territórios

A conquista de Neide ganha ainda mais significado quando observada dentro do cenário estadual. Em 2026, o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios recebeu 650 inscrições no Maranhão, colocando o estado na liderança do Nordeste e na terceira posição nacional em número de inscrições. O resultado representou crescimento de 48% em relação à edição anterior, quando foram registradas 438 inscrições.

O número revela mais do que o crescimento da procura pela premiação. Mostra a disposição de mulheres de diferentes territórios maranhenses em apresentar seus negócios, compartilhar suas trajetórias e ocupar espaços de reconhecimento.
No povoado Cutia, Neide segue cuidando da plantação ao lado do marido, agora com novos planos para a propriedade. O segundo lugar no prêmio não encerra a trajetória; pelo contrário, reforça a vontade de continuar produzindo, diversificando e encontrando novos mercados.
Serviço – Para mais informações sobre a atuação do Sebrae, acesse o Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou entre em contato pela Central de Atendimento, no telefone 0800 570 0800 (também disponível via WhatsApp).

Canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (Sebrae Maranhão – https://www.youtube.com/sebraemaranhao).

MARANHÃO CONCEDEU MAIS DE 9 MIL MEDIDAS PROTETIVAS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

Para algumas mulheres, pedir uma medida protetiva é o primeiro passo para reconstruir a própria vida. É o caso de S.L.G., de 49 anos, que viveu uma relação marcada por diferentes formas de violência. Segundo seu relato, ela foi vítima de violência sexual e financeira e era constantemente ridicularizada pelo companheiro, de 32 anos. O medo aumentou quando passou a suspeitar que o homem pudesse estar tentando abusar sexualmente de seu filho, de apenas 10 anos.

Foi nesse momento que uma prima decidiu ajudá-la. S.L.G. foi levada à Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, onde recebeu atendimento e conseguiu uma medida protetiva de urgência. Depois de obter a proteção, tomou uma decisão difícil: juntou suas coisas e voltou para sua terra natal, no interior da Bahia.

“Eu aguentei muita coisa calada. Fui humilhada, fui violentada e passei por situações que nunca imaginei viver. O pior não era só o que acontecia comigo. Era o medo de que alguma coisa acontecesse com meu filho. Quando comecei a desconfiar que ele também poderia estar em perigo, percebi que precisava sair dali. Eu não podia mais esperar. Procurei ajuda porque queria sobreviver e proteger meu filho”, recorda.

A história de S.L.G. é uma entre milhares que chegaram à Justiça maranhense nos últimos anos. Somente no primeiro semestre de 2026, foram concedidas 9.293 medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica no Maranhão, segundo dados da Justiça estadual. O volume já corresponde a cerca de metade das 18.455 medidas concedidas durante todo o ano de 2025.

A série histórica mostra que a demanda permanece elevada. Foram 15.318 medidas concedidas em 2022; 18.231, em 2023; 18.460, em 2024; e 18.455, em 2025. Somente no ano passado, o número de pedidos ultrapassou 26 mil.

Por trás de cada medida protetiva, no entanto, existe uma história diferente. Há mulheres que chegam à rede de proteção depois de anos de ameaças, humilhações, controle, violência patrimonial, sexual ou agressões físicas. E uma dúvida frequente é justamente saber em que momento é possível pedir ajuda.

Como pedir uma medida protetiva?

Segundo o professor do curso de Direito Vinícius Serra, não é preciso esperar que a violência se agrave para procurar proteção. “A medida protetiva existe justamente para dar uma resposta rápida quando a mulher está em situação de risco. O caminho mais conhecido é procurar uma delegacia, relatar o que está acontecendo e manifestar o desejo de solicitar a proteção, mas ela também pode procurar outros órgãos”, explica. Entre eles estão o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública.

Quando o pedido é feito perante a autoridade policial, a legislação estabelece que ele deve ser encaminhado ao juiz em até 48 horas. Após receber a solicitação, o magistrado também tem prazo de até 48 horas para decidir sobre as medidas requeridas. Em situações de urgência, no entanto, a proteção pode ser determinada de forma ainda mais rápida.

No Maranhão, existe ainda a possibilidade de fazer a solicitação pela internet. O Tribunal de Justiça do Maranhão disponibiliza o sistema Medidas Protetivas Online, por meio do qual a mulher pode preencher seus dados, fornecer informações sobre o agressor, relatar a situação de violência e anexar eventuais documentos. A solicitação segue para análise judicial.

A alternativa pode ser especialmente importante para mulheres que enfrentam dificuldades para sair de casa ou precisam buscar ajuda de maneira mais discreta.

Precisa haver agressão física?

Não. E esse é um dos pontos que, segundo Vinícius Serra, precisam ficar claros. “Violência doméstica não é apenas agressão física. A Lei Maria da Penha também prevê proteção em situações de violência psicológica, moral, sexual e patrimonial”, destaca o professor.

Isso significa que situações como ameaças, perseguição, intimidação, humilhações, controle financeiro, destruição ou retenção de bens e documentos e violência sexual, entre outras condutas, também podem justificar a busca por proteção. A própria história de S.L.G. ajuda a mostrar como diferentes formas de violência podem coexistir dentro de uma mesma relação.

É preciso ter advogado para pedir proteção?

Também não. Segundo Vinícius, a mulher pode fazer o pedido inicial sem a presença de um advogado, seja ao procurar uma autoridade policial, seja por meio dos canais disponibilizados pela rede de atendimento.

Caso a medida seja negada, isso não significa que ela deva desistir de buscar proteção. A vítima pode procurar a Defensoria Pública, o Ministério Público ou um advogado para avaliar a situação e verificar as providências jurídicas cabíveis.

Além disso, uma medida já concedida não é necessariamente definitiva em seus termos. Se surgirem novas ameaças, agressões ou fatos que indiquem aumento do risco, as autoridades devem ser comunicadas.

“As medidas podem ser revistas de acordo com a situação. Se o risco muda ou aparecem novos fatos, é importante informar isso, porque a proteção pode precisar ser ampliada ou modificada”, explica o professor.

E se não houver como provar?

Segundo o professor, a mulher não precisa chegar à delegacia ou ao Judiciário com um conjunto completo de documentos para pedir proteção. “A própria lei permite que a medida seja concedida a partir do relato da vítima, porque estamos falando de uma proteção de urgência”, afirma.
Ainda assim, quando existirem elementos que possam ajudar a demonstrar a situação de violência, é importante preservá-los. “Mensagens, áudios, prints de conversas, e-mails, fotografias e relatos de testemunhas podem ser úteis. A ausência desses registros, no entanto, não significa que a mulher ficará necessariamente sem proteção”, explica o professor.

A lógica, explica o professor, está relacionada à própria natureza da medida: diante de uma situação de risco, a proteção não pode depender de uma investigação completa para começar a produzir efeitos.

O que acontece se o agressor descumprir a medida?

Conseguir a medida protetiva também não significa que a mulher deva ignorar novas tentativas de contato, aproximação ou ameaça por parte do agressor. “Se o juiz proibiu o agressor de se aproximar ou de manter contato, por exemplo, uma tentativa de aproximação ou uma mensagem pode representar descumprimento da ordem judicial”, explica Vinícius.

Nesses casos, a prioridade deve ser a segurança da vítima. Havendo risco imediato, ela deve buscar auxílio policial. Sempre que for possível fazê-lo com segurança, também é importante preservar mensagens, registros de ligações, prints e outros elementos que possam demonstrar o descumprimento.

E desobedecer à determinação judicial não é uma infração menor. “A medida protetiva não é uma simples recomendação para o agressor. É uma ordem judicial e precisa ser cumprid”, enfatiza Vinicius.

O descumprimento de decisão judicial que concede medidas protetivas de urgência é crime previsto na Lei Maria da Penha e pode resultar em pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, sem prejuízo de outras consequências jurídicas decorrentes da conduta.

Proteção também é prevenção

Depois de anos vivendo diferentes situações de violência, S.L.G. não permaneceu em São Luís para simplesmente tentar retomar a rotina. Com a ajuda da prima e após conseguir a medida protetiva, ela arrumou suas coisas, levou o filho e voltou para o interior da Bahia.

Sua história mostra também que o rompimento de uma relação violenta nem sempre encerra imediatamente seus efeitos. Para muitas mulheres, sair desse ciclo significa reconstruir a rotina, garantir a segurança dos filhos, encontrar um lugar para recomeçar e lidar com consequências emocionais, familiares e financeiras deixadas pela violência.

É justamente por isso que, segundo Vinícius Serra, a medida protetiva não deve ser entendida apenas como uma resposta a algo grave que já aconteceu. Ela também existe para tentar evitar o próximo episódio.

“A mulher não precisa esperar a violência se agravar para buscar proteção. A medida protetiva tem uma função preventiva: ela existe justamente para tentar impedir que algo mais grave aconteça”, reforça.

ROSEANA REFORÇA COMPROMISSO COM A CULTURA MARANHENSE

A relação de Roseana com a cultura popular do Maranhão ganhou destaque neste fim de semana, durante visita ao bairro da Madre Deus, em São Luís, um dos mais tradicionais da capital maranhense. Acompanhada dos amigos Aluísio Mendes, candidato a deputado federal, e André Campos, candidato a deputado estadual, a ex-governadora e candidata que lidera as pesquisas para o Senado participou de encontro marcado por manifestações culturais e pela presença de grupos tradicionais.

Em publicação nas redes sociais, Roseana destacou a importância da região para a identidade cultural da capital maranhense e reafirmou seu compromisso com a valorização das tradições do estado. “Reafirmamos nosso compromisso com a valorização e o fortalecimento da cultura do nosso estado. A identidade do nosso povo é um patrimônio que precisa ser sempre incentivado e preservado”, afirmou.

A aproximação de Roseana com a cultura popular maranhense atravessa toda a sua trajetória política. Ao longo de todos os cargos que ocupou, manifestações como o bumba-meu-boi, o tambor de crioula e outras expressões tradicionais receberam grande apoio institucional.

Esse incentivo às manifestações populares contribuiu para ampliar a visibilidade de tradições que hoje ocupam lugar de destaque na identidade cultural do Maranhão. O bumba-meu-boi, por exemplo, se tornou uma das principais referências culturais do estado e ganhou projeção nacional e internacional.

ESTUDANTES DESENVOLVEM PROJETO DE CONTROLE DE TEMPERATURA PARA ESTUFAS AGRÍCOLAS NO MARANHÃO

Trabalho colaborativo marcou a programação do Ideathon, com estudantes dos cursos de Agronegócio e Meio Ambiente desenvolvendo e estruturando suas propostas (Fotos: Sebrae/divulgação)

Um dispositivo capaz de automatizar o controle de temperatura em estufas agrícolas foi um dos projetos desenvolvidos por estudantes do ensino técnico durante o Ideathon 2026. A maratona colaborativa de inovação, realizada em Presidente Dutra, desafiou 80 alunos dos cursos de Agronegócio e Meio Ambiente a transformarem problemas da região em projetos viáveis de empreendedorismo.

A iniciativa foi promovida em parceria pelo Sebrae, pelo Instituto Federal do Maranhão (IFMA) – Campus Presidente Dutra e pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI/MA). Durante dois dias de imersão, os participantes dividiram-se em 15 equipes para desenhar propostas direcionadas tanto à infraestrutura do próprio campus quanto à AgroDutra, principal feira agropecuária do município, prevista para setembro.

O projeto vencedor foi idealizado pela equipe “Horizonte Sem Fim”. O estudante Victor Manoel explicou o funcionamento da solução criada por seu grupo: “Meu projeto consistiu na criação de um dispositivo capaz de manter a temperatura constante dentro de uma estufa de hortaliças e de produção de mudas. Receber esse prêmio foi uma experiência muito importante para mim, porque me motivou a querer ir além e a continuar desenvolvendo novas ideias e soluções capazes de transformar realidades e ajudar outras pessoas”.

Criatividade e trabalho em equipe marcaram a preparação dos projetos apresentados pelos estudantes durante o Ideathon

A sustentabilidade também orientou a proposta da equipe “Eco Futuro”, segunda colocada na competição. “Durante o projeto eu aprendi a desenvolver uma ideia, a enxergar os problemas de uma forma diferente, a buscar soluções que realmente possam fazer a diferença, e também tivemos a oportunidade de aprender como montar um pitch, e entender melhor como funciona a criação de um negócio”, apontou a aluna Maria Rita, integrante do grupo.

Para o diretor do IFMA Campus Presidente Dutra, Carlos Antônio Barbosa Firmino, o evento demonstrou a capacidade de aplicação imediata do conhecimento acadêmico. “Ver nossos estudantes propondo soluções, desenvolvendo ideias e pensando em alternativas que possam contribuir para o desenvolvimento do nosso estado e da nossa região é motivo de grande satisfação. Essa iniciativa fortalece não apenas a formação dos alunos, mas também o potencial de transformação que eles podem exercer em suas comunidades”, avaliou.

Aprendizado na prática

Durante a jornada, os participantes aprenderam a identificar causas estruturais de problemas, estruturar modelos de negócios e defender suas ideias em apresentações curtas para uma banca examinadora. A avaliação dos projetos contou com a presença do zootecnista Luís Eduardo de Almeida, do economista Eduardo Carvalho e da consultora empresarial Adryana Santos.

Equipe “Horizonte sem Fim” comemora a conquista do primeiro lugar no Ideathon 2026

O primeiro desafio focou em tornar o próprio campus uma referência em sustentabilidade como laboratório de inovação, enquanto o segundo buscou soluções para reduzir os impactos ambientais da feira AgroDutra.

Patrick Moraes Cutrim, líder do eixo Ecossistema da SECTI, destacou o impacto do trabalho integrado entre as instituições. “Mais uma vez, a Secti se une ao Sebrae e ao IFMA nesta parceria, trazendo o Ideathon, uma verdadeira maratona de ideias, onde os estudantes tiveram a oportunidade de mapear problemas, desenvolver soluções inovadoras e apresentar suas propostas a uma equipe avaliadora”, destacou.

A articulação reforça a estratégia de aproximar os jovens do ambiente profissional por meio do protagonismo. “Este foi o primeiro Ideathon realizado em parceria com o IFMA, e o resultado foi extraordinário. Foi muito gratificante acompanhar esses jovens pensando de forma estratégica, identificando problemas e propondo soluções capazes de transformar suas realidades”, disse Iva Melo, Gerente Regional do Sebrae Sertão Maranhense.

Público prestigia a etapa decisiva do Ideathon, em que as equipes apresentaram suas propostas e soluções inovadoras

Ao conectar o conhecimento acadêmico às demandas reais do agronegócio, a iniciativa abre espaço para que novos projetos estudantis sigam se convertendo em soluções práticas para o mercado local.

PAULINHA AGUIAR CELEBRA SUCESSO DE VENDAS; COLEÇÃO JAMAICA BRASILEIRA, DA ANAS BIQUÍNIS, ULTRAPASSA 600 PEÇAS VENDIDAS

Paulinha e convidadas

Encontro intimista marcou a comemoração da coleção da Anas Biquínis, em clima de gratidão, emoção e reconhecimento.

Uma conquista que merece ser celebrada. A empresária Paulinha Aguiar, conhecida como a “Rainha dos Biquínis”, reuniu familiares, amigos e convidados especiais em um encontro intimista realizado em sua residência, na última terça-feira (4), para comemorar o sucesso da coleção Jamaica Brasileira, da Anas Biquínis, que já ultrapassou a marca de 600 peças vendidas de um único modelo de biquíni.

O momento foi marcado por muita alegria, carinho e gratidão, celebrando não apenas um excelente resultado comercial, mas também uma trajetória construída com dedicação, empreendedorismo e paixão pela moda praia.

A coleção Jamaica Brasileira conquistou o público ao unir cores vibrantes, brasilidade, estilo e personalidade, tornando-se um verdadeiro fenômeno entre as clientes da marca e consolidando-se como um dos maiores sucessos da Anas Biquínis.

Emocionada com a conquista, Paulinha Aguiar fez questão de agradecer a todos que contribuíram para esse momento especial.

“Primeiramente, minha gratidão a Deus, que me permite viver cada conquista. Agradeço à minha família, às minhas seguidoras, às minhas clientes e a toda a minha equipe, que acredita, trabalha e sonha junto comigo. Essas mais de 600 peças vendidas representam uma vitória de todos nós.”

O encontro reforçou que, por trás de uma marca de sucesso, existem pessoas comprometidas, sonhos compartilhados e uma equipe que acredita no mesmo propósito. Em um ambiente acolhedor, a comemoração simbolizou o reconhecimento de uma história construída com muito trabalho, fé e perseverança.

 

Paulinha e esposo Neto

Com esse expressivo resultado, a coleção Jamaica Brasileira segue consolidando a Anas Biquínis como referência em moda praia, destacando-se pela originalidade, qualidade e identidade de suas criações.

Mais do que um número, as mais de 600 peças vendidas representam a força de uma marca que inspira mulheres e prova que, quando propósito, dedicação, fé e trabalho caminham juntos, o sucesso é consequência.

VITTAJOB FRANCHISE LEVA INOVAÇÃO PARA FEIRA DO EMPREENDEDOR 2026

CEO da VittaJob Loide Almeida participa da Feira do Empreendedor Sebrae

De 14 a 16 de agosto, a VittaJob Franchise estará na Feira do Empreendedor Sebrae, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís (MA), apresentando soluções inovadoras para Saúde e Segurança do Trabalho.

No estande, empresários, profissionais de RH, investidores e empreendedores poderão conhecer a VittaJob Franchise, o Clube VittaJob e a plataforma Mente 360, com tecnologias que simplificam a gestão ocupacional, promovem saúde mental nas empresas e ajudam organizações a atender às exigências legais com mais eficiência.

Além de demonstrações das soluções, o espaço será um ponto de conexão para quem busca inovação, crescimento e novas oportunidades de negócio no mercado de SST.

Visite o estande da VittaJob e descubra como a inovação pode transformar a gestão da sua empresa.

ASSOCIAÇÃO DA VILA AIRTON DE ALCÂNTARA (MA) LEVA TRADIÇÃO,  ANCESTRALIDADE E EMPREENDEDORISMO PARA A FEIRA DO EMPREENDEDOR

_Empreendedores apresentarão doces de espécie, licores artesanais, biojoias e artesanato, mostrando como a cultura alcantarense se transforma em oportunidade de geração de renda._

Em cada doce moldado à mão, em cada garrafa de licor artesanal e em cada biojoia produzida com sementes e fibras naturais existe muito mais do que um produto. Existe uma história construída ao longo de gerações, um patrimônio cultural preservado por mulheres empreendedoras que encontraram na tradição um caminho para fortalecer seus negócios e valorizar a identidade de Alcântara.

Essa riqueza cultural estará presente na 12ª Feira do Empreendedor do Sebrae Maranhão, onde integrantes da “Associação de Produtores(as) de Doces de espécie, compotas, licores e artesanato da Vila Airton” levarão ao público sabores que traduzem a essência da cidade histórica.

Além de impulsionar as vendas, as empreendedoras terão a oportunidade de apresentar aos milhares de visitantes da feira um pouco da cultura alcantarense, reconhecida pela preservação de suas tradições e pela riqueza de seu patrimônio histórico.

Entre os produtos que estarão no estande da associação está o tradicional doce de espécie, considerado um dos maiores símbolos da gastronomia de Alcântara. A iguaria nasceu da adaptação de receitas trazidas pelos colonizadores portugueses, que ganharam novos ingredientes e técnicas com a influência da culinária africana. O resultado é um doce de massa delicada recheado com cocada cremosa, que há décadas encanta moradores e turistas que visitam o município.

A associação também levará licores produzidos com sabores regionais, como genipapo, cupuaçu, maracujá e tamarindo, bolsas ecológicas pintadas à mão, além de biojoias confeccionadas com sementes, fibras naturais e outros materiais sustentáveis.

A realização de um sonho coletivo

Para a vice-presidente da associação, Erica Vilma Silva Pinheiro Lima, participar da Feira do Empreendedor representa a oportunidade de mostrar ao Maranhão a força da cultura alcantarense.

“Queremos levar a cultura da cidade de Alcântara, mostrando a qualidade dos nossos doces, licores e artesanatos. Ter o apoio do Sebrae é maravilhoso. Queremos caminhar sempre com o Sebrae ao nosso lado, porque ele abre portas e isso vai ajudar a desenvolver cada vez mais a nossa associação”, disse.

A expectativa para participar da Feira do Empreendedor é grande entre os integrantes da associação. Para muitos será a primeira experiência em um evento desse porte. É o caso da presidente da entidade, Alessandra Diniz da Silva, que vê a participação como uma conquista para todos os envolvidos no trabalho, que em sua maioria são mulheres.

“Estou muito ansiosa por ser minha primeira participação na Feira, que até hoje eu só via pela televisão. Quero que essa experiência traga ainda mais orgulho para nós, porque vamos mostrar que somos guerreiras em tudo o que fazemos”, contou.

A integrante da associação Vanessa Lima destaca que cada produto carrega um pouco da identidade do município.

“Vamos levar licores de vários sabores, o doce de espécie, que além de delicioso carrega uma história e um peso cultural muito grande, além das biojoias e ecobolsas. Convido todos a visitarem a Feira do Empreendedor e conhecerem nossos produtos.”

Cultura que gera desenvolvimento

Além de preservar saberes tradicionais, a associação também demonstra como a cultura pode se transformar em oportunidade de geração de renda para dezenas de famílias.

Ao incentivar a organização coletiva, a qualificação e o acesso a novos mercados, iniciativas como a Feira do Empreendedor fortalecem pequenos negócios que mantêm vivas as tradições locais e ampliam suas possibilidades de crescimento.

Segundo a gerente da Unidade Regional do Sebrae na Baixada-Litoral, com sede em Pinheiro, Rosa Amélia Borges, a feira foi concebida justamente para criar conexões entre empreendedores e novos mercados.

“O Sebrae é um grande impulsionador dos pequenos negócios e a Feira do Empreendedor tem uma proposta muito bonita, reunindo empreendedores de todo o estado para ampliar sua visibilidade, expandir mercados e fortalecer sua rede de contatos. Além disso, proporciona retorno econômico por meio da comercialização dos produtos”, disse.

A expectativa é que a participação da associação contribua para ampliar o reconhecimento dos produtos alcantarenses e abrir novas oportunidades de comercialização.

A participação da Associação da Vila Airton integra a estratégia do Sebrae de ampliar o acesso dos pequenos negócios aos grandes mercados. Por meio do Programa Plural, iniciativa da instituição voltada para a diversidade, inclusão e transformação social, o Sebrae oferece, de forma gratuita, espaço para exposição e comercialização de produtos dentro da Feira do Empreendedor, permitindo que negócios em diferentes estágios de desenvolvimento apresentem seu potencial, conquistem novos clientes, estabeleçam parcerias e ampliem sua rede de contatos.

Outros pequenos negócios dos setores de gastronomia, artesanato, moda, inovação, agronegócio e economia criativa também terão a oportunidade de transformar a feira em uma vitrine para seus produtos e serviços.

Feira reúne conhecimento, inovação e oportunidades

Realizada pelo Sebrae Maranhão, a 12ª Feira do Empreendedor acontecerá de 14 a 16 de agosto, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís. A programação inclui palestras, oficinas, mentorias, consultorias, rodadas de negócios, exposição de pequenos empreendimentos e espaços voltados à inovação, turismo, economia criativa, gastronomia e transformação digital. A participação é gratuita e as inscrições continuam abertas no site oficial do evento.

Para os integrantes da Associação de Produtores(as) de Doces de Espécie, Compotas, Licores e Artesanato da Vila Airton, a feira é a oportunidade de mostrar que tradição, cultura e empreendedorismo caminham juntos e que, quando o conhecimento das gerações encontra novos mercados, nasce um futuro de mais renda, reconhecimento e valorização da identidade maranhense.

Sobre o evento

A Feira do Empreendedor 2026 conta com correalização do Governo do Estado e do Sistema Fiema (SESI, SENAI e IEL), patrocínio da Prefeitura de São Luís e Ceape, além da parceria da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA), do Sistema FAEMA/SENAR e do E-commerce Brasil.