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”Mundinha Araújo: Farol da Resistência” ilumina desfile técnico da Turma de Mangueira

Assinado pelos carnavalescos Itamilson Lima e pelo carioca Cristiano Bara, o desfile da Turma de Mangueira levou à Passarela do Samba Chico Coimbra uma narrativa centrada na memória, identidade e resistência cultural. Com o enredo “Mundinha Araújo: Farol da Resistência”, a escola transformou a trajetória da homenageada em construção carnavalesca consistente e visualmente organizada.

O ápice ocorreu no último carro alegórico, quando Mundinha Araújo, aos 82 anos, cantava cada verso do samba que narrava sua própria história. “Ver minha caminhada ser cantada na avenida, dentro de uma escola tão tradicional do Maranhão, é uma emoção que não cabe em palavras. É o reconhecimento da nossa cultura”, declarou.

Fundada em 1928, com mais de nove décadas de história, a agremiação do bairro do João Paulo , reconhecido como berço da cultura maranhense , apresentou um conjunto tecnicamente consistente e se consolida como forte concorrente ao primeiro título de sua trajetória.

Terceira escola a se apresentar na sexta-feira (19), primeiro dia de desfiles, a Mangueira entrou na avenida já após as 3h, sob o tradicional grito de guerra e uma chuva de fogos que iluminou o Anel Viário.

Antes da entrada oficial, um problema técnico na iluminação provocou atraso superior a uma hora e meia. Itamilson Lima, que também preside a Liesma, pediu desculpas ao público e afirmou que não iniciaria a apresentação enquanto a iluminação não estivesse completamente restabelecida. “Isso aqui tem a ver com respeito à escola e à comunidade”, destacou.

Na mesma manifestação, registrou agradecimento ao Governo do Estado pela antecipação de 100% do cachê das brincadeiras, medida que permitiu à escola investir com planejamento e buscar materiais em outros centros. Também destacou o apoio do vereador Astro de Ogum(PCdoB), patrono da agremiação, ressaltando que a contribuição financeira e institucional foi determinante para a preparação do Carnaval.

Superada a questão técnica, o conjunto revelou segurança na pista. A harmonia sustentou o samba com regularidade, a evolução manteve alinhamento e cadência, e a bateria foi um dos pontos altos da apresentação.

Sob a condução da rainha e da madrinha, apresentou andamento firme e forte presença cênica. Os casais de mestre-sala e porta-bandeira desfilaram com fantasias luxuosas e execução precisa. O encerramento ocorreu por volta das 4h15, com a tradicional ala das baianas fechando o desfile.

Categoria: Notícias

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